Incapacidade ou Super Poder?
- Sonia Rodrigues
- 9 de jan. de 2023
- 1 min de leitura
Existem coisas que são difíceis de distinguir.
Tal ou qual atitude é zombaria? Discriminação? Fazer cara de paisagem é falta de simpatia? É mau caratismo colocar na fita gente apaixonada quando o único interesse é sexo? Ou é do jogo? Se passar por amigo para arranjar trabalho ou prestígio é feio ou é normal? É possível uma pessoa inteligente achar que pessoas de carne e osso estão acima de críticas?
Suzana Herculano Housel publicou na FSP hoje: “funcionar no mundo dos normais, ou "neurotípicos", dá um trabalho danado. ...não entender a intenção dos outros transforma crianças no espectro autista em para-raios de bullies...Mas agora, adulta, eu descobri que não ter a menor noção de que estão tentando ser cretinos comigo tem suas vantagens. Na verdade, beira um superpoder: é quase impossível me insultar.”
Ela está coberta de razão. Desde que a pessoa que é incapaz de entender os códigos não seja hipersensível. Ou que aceite numa boa quando descobre que pato é pato e vaca e vaca. Ou, melhor ainda, quando memoriza os fatos, os caminhos que as vacas seguiram uma, duas, centenas de vezes para conseguir – quando as vê ruminando – ter compaixão. Coitadas, ninguém tem culpa de nascer vaca!
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